sábado, 24 de fevereiro de 2018

Poema Encarnação, de Cruz e Sousa

Poema Encarnação, de Cruz e Sousa. Segundo o site Wikipedia No aspecto de influências do simbolismo, nota-se uma amálgama que conflui águas do satanismo de Charles Baudelaire ao espiritualismo (e dentro desse, ideias budistas e espíritas) ligados tanto a tendências estéticas vigentes como as fases na vida do autor.

Poema Encarnação, de Cruz e Sousa




ENCARNAÇÃO


 Carnais, sejam carnais tantos desejos,
 Carnais, sejam carnais tantos anseios,
 Palpitações e frêmitos e enleios,
 Das harpas da emoção tantos arpejos...

 Sonhos, que vão, por trêmulos adejos,
 À noite, ao luar, intumescer os seios
 Lácteos, de finos e azulados veios
 De virgindade, de pudor, de pejos...

 Sejam carnais todos os sonhos brumos
 De estranhos, vagos, estrelados rumos
 Onde as Visões do amor dormem geladas...

 Sonhos, palpitações, desejos e ânsias
 Formem, com claridades e fragrâncias,
 A encarnação das lívidas Amadas!

Cruz e Sousa
Broquéis

Leia também: Monja, de Cruz e Sousa

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Top
Sobre | Termos de Uso | Política de Cookies | Política de Privacidade