terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Siderações, de Cruz e Sousa

Siderações, de Cruz e Sousa. João da Cruz e Sousa. Seus poemas são marcados pela musicalidade (uso constante de aliterações), pelo individualismo, pelo sensualismo, às vezes pelo desespero, às vezes pelo apaziguamento, além de uma obsessão pela cor branca (Wikipedia).

Siderações, de Cruz e Sousa

SIDERAÇÕES


 Para as Estrelas de cristais gelados
 As ânsias e os desejos vão subindo,
 Galgando azuis e siderais noivados
 De nuvens brancas a amplidão vestindo...

 Num cortejo de cânticos alados
 Os arcanjos, as cítaras ferindo,
 Passam, das vestes nos troféus prateados,
 As asas de ouro finamente abrindo...

 Dos etéreos turíbulos de neve
 Claro incenso aromal, límpido e leve,
 Ondas nevoentas de Visões levanta...

 E as ânsias e os desejos infinitos
 Vão com os arcanjos formulando ritos
 Da Eternidade que nos Astros canta... 

Cruz e Sousa
Broquéis


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