quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Poema Noiva da Agonia, de Cruz e Sousa


Poema Noiva da Agonia, de Cruz e Sousa. João da Cruz e Sousa (Nossa Senhora do Desterro, 24 de novembro de 1861 — Curral Novo, 19 de março de 1898) foi um poeta brasileiro. Com a alcunha de Dante Negro ou Cisne Negro, foi um dos precursores do simbolismo no Brasil.
Poema Noiva da Agonia, de Cruz e Sousa.



NOIVA DA AGONIA


 Trêmula e só, de um túmulo surgindo,
 Aparição dos ermos desolados,
 Trazes na face os frios tons magoados
 De quem anda por túmulos dormindo...

 A alta cabeça no esplendor, cingindo
 Cabelos de reflexos irisados,
 Por entre auréolas de clarões prateados,
 Lembras o aspecto de um luar diluindo...

 Não és, no entanto, a torva Morte horrenda,
 Atra, sinistra, gélida, tremenda,
 Que as avalanches da Ilusão governa...

 Mas ah! és da Agonia a Noiva triste
 Que os longos braços lívidos abriste
 Para abraçar-me para a Vida eterna! 


Cruz e Sousa
Broquéis


Por Literatura em Série

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