quinta-feira, 2 de maio de 2019

MUNDOS EXTINTOS , de Euclides da Cunha

MUNDOS EXTINTOS , de Euclides da Cunha


MUNDOS EXTINTOS

São tão remotas as estrelas que, apesar da vertiginosa velocidade da luz, elas se apagam, e continuam a brilhar durante
séculos.

Morrem os mundos... Silenciosa e escura,
Eterna noite cinge-os. Mudas, frias,
Nas luminosas solidões da altura
Erguem-se, assim, necrópoles sombrias...

Mas para nós, di-lo a ciência, além perdura
A vida, e expande as rútilas magias...
Pelos séculos em fora a luz fulgura
Traçando-lhes as órbitas vazias.

Meus ideais! extinta claridade _
Mortos, rompeis, fantásticos e insanos
Da minh'alma a revolta imensidade...

E sois ainda todos os enganos
E toda a luz, e toda a mocidade
Desta velhice trágica aos vinte anos...
[1886]

MUNDOS EXTINTOS , de Euclides da Cunha


Fonte
Domínio Público
Por Literatura em Série

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