quinta-feira, 2 de maio de 2019

RIMAS, de Euclides da Cunha

RIMAS, de Euclides da Cunha


RIMAS

Ontem _ quando, soberba, escarnecias
Dessa minha paixão _ louca _ suprema
E no teu lábio, essa rósea algema,
A minha vida _ gélida _ prendias...

Eu meditava em loucas utopias,
Tentava resolver grave problema...
_ Como engastar tua alma num poema?
E eu não chorava quanto tu te rias...

Hoje, que vivo desse amor ansioso
E és minha _ és minha, extraordinária sorte,
Hoje eu sou triste sendo tão ditoso!

E tremo e choro _ pressentindo _ forte _,
Vibrar, dentro em meu peito, fervoroso,
Esse excesso de vida _ que é a morte...

[1885]

RIMAS, de Euclides da Cunha



Fonte
Domínio Público
Por Literatura em Série

Veja também:


Compartilhe nas Redes Sociais!
compartilhe compartilhe compartilhe compartilhe


Observação:
Ressalvados os casos indicados ao contrário, as obras aqui publicadas tem como fonte material em Domínio Público, sendo obras livres em razão de alguma das hipóteses previstas na Lei de Direitos Autorais Lei Federal nº 9.610/98. Busca-se preservar ao máximo a grafia original. Para mais informações confira os Termos de Uso.


Blog especializado em Literatura com fins educativos. Principais temas abordados: literatura universal, literatura nacional, escritores, poemas literarios, livros e autores da literatura brasileira. Sugerido para elaboração de resumo e resenha.

0 comentários:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.